Dani Ribas
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Socióloga em tempo integral. Chata profissional. Cientista daquilo que as pessoas acham que é opinião pessoal.
Brasil
Joined June 2009
A venda de publicidade on-line como modelo de negócio das Techs transformou a música em mera commodity (nenhum problema em ela ser mercadoria, o ruim é valer tão pouco para quem a produz, e ser uma das principais fronteiras do capitalismo de dados/vigilância).
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Vejam a diferença: no print 1, o Estadão (em editorial) faz uma crítica amena ao fato de André Mendonça ter chegado ao STF por ser "terrivelmente evangélico", e pede ao leitores: "a partir de agora, portanto, os olhares devem estar voltados para o futuro." E o jornal ressalta,
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Não é uma crítica, a construção tem um passo por vez. Mas se querem um debate estratégico olhando lá na frente, esse é um norte
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Nunca vi Festivais entrarem no debate do digital. Acho que o pensamento é que o digital não tem tanto a ver com presencial. Mas agências que estão nos festivais com marcas são os mediadores, e se isso é um tema, o digital também deveria ser preocupação dos Festivais independentes
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Onde tem dados, tem publicidade. Artista acha que dados são bons pra autogestão de carreira, mas são muito melhores pra quem opera publicidade online, começando pelas Techs indo até agências de publicidade e ativações de marcas em festivais). É o óbvio que ninguém quer ver 🤷♀️
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exploração humana ao extremo). Por isso é necessário controle social - melhor que regulação. Matéria aqui:
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nossas vulnerabilidades, nossas emoções, nossa subjetividade, nossos vieses cognitivos. Há quem pense que esse mundo é só de oportunidades, mas há quem pense que além delas há um novo mundo que se assemelha à revolução industrial (que antes de trazer bem estar social trouxe +
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A matéria da @UBCMusica (link no fim) é boa. Mas faltou dizer o básico: O problema não é o algoritmo. O problema é o modelo de negócio das plataformas que usam algoritmos. Nesse modelo nós somos explorados como mercadorias da pior forma: explora nossas suscetibilidades +
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Quando falam da gente lá fora sempre citam a música como atrativo. Mas aqui ela é tratada como algo supérfluo, coisa de jovens desvairados. Urgente pensarmos no valor da música para além de seu valor econômico. Ela é softpower poderoso que define nossa identidade perante o mundo!
As Brazil’s biggest city, São Paulo has long attracted migrants and dreamers, making it a great place to explore the country’s kaleidoscopic variety of regional cuisines and musical genres. See our suggestions for spending 36 hours there. https://t.co/ykpijQi3sy
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"O óculos Vision Pro da Apple é um produto de U$ 3.500 projetado para isolar você do seu ambiente e prender uma tela ao seu rosto para que você esteja constantemente gerando dinheiro para as empresas de tecnologia. Não é uma visão para o futuro da computação que devemos aceitar."
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Regarding the AI discourse - it’s not humans vs machines. It’s humans vs humans in positions of power that decide to devalue other humans in the name of innovation.
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Aqui porque o Spotify vai ter que se explicar com a justiça brasileira, como o Google. Mas bem que podia ser por causa da sua falta de transparência nas recomendações algorítmicas, tratamento de dados privados e registro de patentes, e na questão das remunerar royalties :/
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Acorda galera da música … principalmente os deslumbrados do YT:
Não foram as redes sociais que democratizaram as comunicações, foi a INTERNET livre e aberta. As redes fizeram o contrário: prenderam as pessoas em seus cercados e nos direcionam para polêmicas e conteúdos viralizáveis que só interessam aos seus modelos de negócios.
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Que fio sobre a sociabilidade das redes sociais!
Sobre o Twitter: talvez o melhor destino de redes com essa arquitetura seja morrer. Pra mim é bastante ruim porque meu trabalho depende de divulgação. Não estou aqui por hobby – se pudesse já não estaria aqui há muito tempo. Mas de fato essa arquitetura é massacrante.
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Este é um DESABAFO. Não aguento mais ter de explicar o valor do meu trabalho para o mercado criativo. Grandes conferências de música e tecnologia me pedem ~só uma participação rápida~. Festivais me pedem ~só uma ajuda~ com pesquisas e curadoria. Artistas pedem ~só uma opinião~.
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(Se você não sabe o que é positividade, exploração e precarização, pergunte a um a socióloga)
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Não existe trabalhar por amor. Todo trabalho deve ser (justamente) remunerado pq trabalho é tempo da vida que tá sendo vendido. E por mais que se goste da profissão, esse discurso só serve pra passar o verniz da positividade sobre o que na verdade é exploração e precarização.
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Se eu faço um trabalho em 30 minutos é porque eu gastei 10 anos aprendendo como fazer isso em 30 minutos. Você deve me pagar pelos anos, não pelos minutos.
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Sociologia não é opinião. Não é ideologia. É ciência. Quando você for me pedir a minha ~opinião~ sobre um determinado assunto e me chamar ~pra um café~, lembre-se que para me tornar uma cientista investi muitos anos em minha formação.
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