Adalton Silva
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Sem alarde, o céu se abriu mais cedo do que o costume acompanhado por uma brisa morna que, entrando pela janela, empurrou o cansaço para lonje. Nada grandioso e talvez por isso o dia tenha começado tão bem. Arrumou a cama com cuidado, como se cada dobra lhe devolvesse em troca
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Vou precisar uns dias pra processar os acontecimentos dos últimos dias. Viver em Salvador é ter que lidar com encantamentos.
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Os fogos exlplodem anunciando que a alvorada finalmente chegara. O sol fazia questão de se mostrar ainda mais majestoso. Aglomerações vão se formando, as casas exibiam suas fachadas carinhosamente decorada, marchas e tambores vibravam pelo ambiente. O cortejo avança como promessa
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Acordou com o som de um passarinho que não sabia nomear. Era leve, levemente irritante e insistente, como se quisesse retomar uma conversa de dias atrás numa mesa de bar. O sol ainda não tinha surgido, mas uma luz suave e dourada invadia a janela com a ousadia de quem não pede
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Quando chegou no trabalho, percebeu que as paredes pareciam mais pálidas do que antes. Ou talvez fosse ele. Carregava nos ombros uma brisa quente demais para aqueles dias chuvosos, como se ainda trouxesse brasas na alma. Ainda se ambientando com a realidade que fazia questão de
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A cidade acordou no silêncio trêmulo de um domingo e exalava os últimos suspiros de festa. As bandeirolas cansadas ainda balançavam por entre as ruas, como se tentassem segurar o tempo. Saiu sem destino. Os passos o levaram por caminhos que cheiravam a lenha queimada, milho,
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Era sábado e o corpo pediu rua. Sem saber bem o porquê, desceu até a Feira de São Joaquim. O caminho era vivo — um calor úmido que subia do chão e se agarrava à pele como uma lembrança antiga. No vaivém de corpos e vozes, sentia-se inteiro, como se cada passo naquela
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Acordou antes do sol. O quarto ainda dormia, mas havia um silêncio diferente no ar, como se a manhã tivesse sido sossegada por dentro. No caminho até o trabalho, quase tudo era branco nas roupas das pessoas — um branco que não era ausência, mas presença. Numa esquina onde nunca
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Levou o retrato consigo , fechado num envelope e guardado no bolso da camisa como quem leva um talismã ou uma febre. No caminho até o escritório, o cais exalava sal e combustível; as lanchas buzinavam promessas que ninguém cumpriria. Sentado à mesa, digitava informações de
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No reflexo do copo, ela também estava: os olhos fixos em algo que não era ele — mas o atravessava. Sentiu-se observado. Não como quem é vigiado, mas como quem é lido. A pequena carranca entre os dedos dela agora parecia sorrir. Não um sorriso de alegria, mas daqueles que
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Pensou em perguntar sobre a mulher, sobre a carranca. Mas ali, naquele espaço suspenso entre um gole e outro, havia um silêncio que parecia antigo demais para ser quebrado com palavras comuns. A senhora atrás do balcão limpava copos como quem reza. Outros dois clientes
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Voltou como quem esquece algo num sonho e tenta refazer os passos, mesmo sem lembrar o caminho. O sol já se deitava sobre os telhados, a rua respirava em silêncio úmido e o buteco — encostado na dobra de uma ladeira que ninguém nomeava — parecia ainda mais gasto. Dentro, o
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O buteco se aninhava numa curva como quem ouve e não julga. Paredes descascadas, santos desbotados e postais antigos convivendo sem pressa. No chão, entre o último gole e o pó acumulado, uma placa fina de cobre polido, escurecida nos cantos, revelava a imagem de uma mulher de
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O buteco se aninhava numa curva como quem ouve e não julga. Paredes descascadas, santos e postais convivendo sem pressa. No balcão, entre o último gole e o pó acumulado, uma placa fina de cobre escurecida chamou sua atenção: uma mulher se revelava, pele morena com fundo âmbar,
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De algum canto escondido, escapava uma voz cantada — antiga, com cheiro de rádio de válvula e vestido de chita. Não vinha de um aparelho, mas do chão, dos postes, das paredes. A música parecia chamá-lo por um nome que não usava mais.
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Era fim de tarde quando ele começou a descer por aquela artéria funda da cidade, onde o vento sobe com cheiro de ferrugem, sal e saudade. As pedras gastas, lustradas por séculos de passos, escorriam como suor de tempos passados. Não sabia por que fez aquele caminho, o corpo
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Quando me perguntarem porque gosto tanto de Cachoeira, mostrarei só essa foto.
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Ms Lauryn Hill Celebrating 25th Anniversary at Reggae Rotterdam Festival... https://t.co/fznxRyPLJN via @YouTube
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Moonage Daydream entrou pra minha lista de filmes natalinos. Faz tanto sentido... https://t.co/KHlelh4tVf
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